Marcele Emerim conduz domingo de Práticas Vivenciais na nova turma da Formação Clínica em Gestalt-terapia

O segundo final de semana de encontros da nova turma da Formação Clínica em Gestalt-terapia da Casa dos Movimentos foi marcado pela presença da psicóloga e Gestalt-terapeuta Marcele Emerim. O dia de Práticas Vivenciais realizado pela docente convidada deu início a um ciclo de participações que movimenta os próximos dois anos do percurso.

Cada estudante chegou ao encontro teórico-vivencial de domingo com fotografias selecionadas previamente ao longo da semana, em casa, e em silêncio. Foi através dessas imagens, e com muito afeto, que Marcele conduziu o grupo. Em Gestalt-terapia, é esse o trabalho: não se trata de interpretar a vida da outra pessoa, e sim de estar com ela, no instante em que essa vida se mostra.

Da cena à clínica: a trajetória de Marcele Emerim.

Antes da psicologia, Marcele veio do palco.

Formada em artes cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, fez em seguida a graduação em psicologia, o mestrado e o doutorado, esses dois últimos pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Há mais de duas décadas pesquisa a clínica das psicoses, o acompanhamento terapêutico e os atravessamentos entre arte, loucura e direitos humanos, e desde 2001 divide o tempo entre atender, supervisionar e dar aula em muitos espaços pelo Brasil.

Em sua própria bio pública, descreve-se como "cinquentona, mãe, vegana, cozinheira e corredora amadora, apreciadora das bonitezas cotidianas. De ofício: psicoterapeuta, supervisora clínica e professora."

A passagem dela pela Casa não se encerra neste encontro. No início do segundo ano da turma, Marcele Emerim volta para conduzir um sábado teórico inteiro, no módulo Clínica das Psicoses.

Uma formação feita por muitas vozes.

Marcele é a primeira docente convidada a participar da formação de Gestalt-terapeutas da nova turma, mas não será a única. A Formação Clínica em Gestalt-terapia da Casa dos Movimentos é desenhada para que muitas vozes ocupem a sala ao longo dos dois anos do percurso, vindas de pesquisadoras, clínicos, supervisores e ativistas com inserção em universidades públicas brasileiras. A cada encontro, alguém chega; e a formação vai se fazendo no encontro com quem pesquisa, atende, escreve e ensina.

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